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Dia 30 de novembro, uma quarta-feira, teremos um fim de mês, mais um dia na greve do judiciário em 19 estados, o dia da greve dos juízes federais, mais um dia da semana de conciliação, mais...mais.
Datas e momentos são irrepetíveis. O dia 30 traz fatos especiais que já chegam marcados pela truculência do CSJT que publicou a Resolução 86/2011 no dia 25/11 para coibir a participação de servidores e juízes em mobilizações e greves.
Chega a ser irônico, as greves e movimentos têm por finalidade fortalecer o judiciário e são os seus dirigentes que ameaçam e atacam esses movimentos. Acredito que atingimos a “involução” do poder judiciário federal.
Esta “involução’ começa com a interferência da Presidenta Dilma no orçamento do judiciário, e a apática reação do STF, e envolve a dura posição dela contra o PCS dos servidores do judiciário. Vale lembrar que, despreocupada com orçamentos e questões mundiais, a presidenta reajustou em mais de 50% os salários dos seus auxiliares e dos deputados
A “involução” prossegue com a aprovação da Resolução 86/2011 e com o ofício 110/2011 do TRT/RN. Involução é processo degenerativo. Aceitar esse processo é sucumbir junto com ele.
Ser cidadão é viver em processo de evolução. Ser cidadão é ser livre. No tratamento com os servidores, a Justiça do Trabalho tornou-se perita na construção de grilhões e amarras. Lendo a resolução 86, percebe-se que ali não está a planície do direito, mas a fissura do dever. Como o acupunturista, procurou-se o nervo e não o corpo do paciente.
Aos meus caros colegas servidores do judiciário federal do RN resta dizer que “involução” não combina com cidadania. Temos uma emenda ao orçamento que precisa ser aprovada e depende de nós. É o nosso salário, nosso direito. Vamos participar do ato no TRT , neste dia 30, 10 às 12h. Vamos mostrar que somos evoluídos e conscientes dos nossos direitos.
*Coordenador Geral do Sintrajurn
